Reunião é uma iniciativa do Mapa, mas conta com apoio do governo do Acre e do Fundepec (Foto: Sérgio Vale/Secom)

Debates propositivos que visem o cumprimento das metas para a retirada da vacina contra a febre aftosa a partir de maio de 2019, assim foi finalizada, nesta quinta-feira, 28, a 3ª Reunião do Bloco I do Plano Nacional Estratégico de Prevenção e Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA), realizada em Rio Branco.

Quatro estados estavam representados na reunião: Acre, Rondônia, Amazonas e Mato Grosso. Além de representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“Os quatro estados fizeram seu papel no encontro. Nós avaliamos tudo que foi realizado nesses locais em todo o período que antecede a retirada da vacinação. Estamos felizes com os resultados e satisfeitos porque temos uma avaliação positiva. O Mapa fez orientações em alguns pontos, mas com comprometimento da nossa equipe, o serviço de Defesa Animal vai melhorar para que em 2019 [ano de retirada da vacina] possamos mostrar ao Ministério que tudo foi resolvido e teremos a possibilidade de ficar livres da aftosa sem vacina”, afirmou Ronaldo Queiroz, diretor-presidente do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf/AC).

Representantes de quatro estados participaram da reunião em Rio Branco (Foto: Sergio Vale/Secom)

O Bloco I é composto por Acre e Rondônia, contudo, Amazonas e Mato Grosso foram parcialmente integrados ao bloco por terem municípios que fazem divisa com Acre e Rondônia. “Temos uma área muito dependente de Rondônia e fizemos a proposta de que o Mato Grosso fosse uma zona do Bloco I, com a retirada da vacina também em 2019. O Mato Grosso compõe o Bloco 5, sendo o último estado do país a retirar a vacina em 2021, mas, por meio de estudos, propusemos que entrasse como zona, sendo uma espécie de proteção ao Bloco I, que não terminará em Rondônia, vai adentrar no Mato Grosso”, explicou Daniela Bueno, presidente do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT).

O mesmo ocorrerá com Acre e Amazonas, que têm cidades localizadas na área de divisa de seus territórios.

Sérgio Muniz, diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Amazonas (Adaf), ressalta que ficaria mais difícil e caro se os criadores de bovinos tivessem que recorrer ao Amazonas, estando mais próximos do Acre. “Agora vamos agir em blocos nos municípios em que estamos está geograficamente distintos, mas que pela questão econômica precisam estar juntos, como o caso de Boca do Acre e Guajará, que fazem parte desde o início desse processo com o Acre e seria um infelicidade deixá-los de fora do Bloco I. Então, o Ministério acatou a nossa proposição”, detalhou.

O encontro foi realizado pelo Mapa em parceria com o governo do Estado, por meio do Idaf, com apoio do Fundo de Desenvolvimento da Pecuária (Fundepec).

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